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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Histórias à Solta na Minha Rua - António Torrado


Uma História à Solta na Minha Rua

Todos os dias, na rua do narrador se passam histórias fantásticas.
Um dia, enquanto voltava para casa, viu um carro de bombeiros e muitas pessoas à roda.
Ficou muito assustado quando viu que a escada dos bombeiros se ia apoiar à fachada do 3.º andar.
Pensou que fosse fogo, mas depois, descobriu que foi o macaco da Dona Esmeralda que tinha fugido.
Mais tarde, quando foi dormir, pôs um copo de leite e um prato com bolachas em cima da mesa-de-cabeceira, deitou-se na cama e adormeceu.
Nessa noite, quando acordou, pegou no copo de leite para o beber e viu que já não tinha leite.
Acendeu a luz e viu o macaco da Dona Esmeralda em cima da cabeceira da sua cama, a comer as suas bolachas.
Então, ele brincou com o macaco, até a manhã chegar.
Mais tarde, quando era de manhã, foi bater à porta da Dona Esmeralda. Disse-lhe que tinha encontrado o macaco dela. Mas, a Dona Esmeralda já não queria o macaco, porque este lhe tinha dado muitos desgostos. Ela disse-lhe para ele ficar com o macaco.
Ele foi para casa e pensei em várias hipóteses para se ver livre do macaco. Telefonou a um Jardim Zoológico e disse-lhes que ia fazer uma história em que o macaco apareceria como personagem principal. Depois desse telefonema, foi escrever a história.

Fu Chow a Princesa das Pulgas

A Rã Felisbela

O Grilo Grilarim Cantarola no Jardim

Nove vezes nove? Oitenta e um, sete macacos e tu és um

Os Bichanos Também São Manhosos

Andreia Silva (6º A 2009-10)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ulisses - Maria Alberta Menéres

O Mar das Sereias
Andreia Silva (6.º A 2009-10)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Três Histórias do Futuro


Que grande furo

Corriam os meados do século vinte, a câmara mandou abrir um buraco monumental, em Lisboa, no Rossio.
Quando faziam a inaguracão do buraco do metropolitano, descobriram a maior jazida de petróleo mundial.
Muitos países vinham comprar petróleo a Portugal.
Portugal recebeu muito dinheiro. Com os lucros do petróleo passou-se a importar mão-de-obra, mais tarde as crianças ficaram analfabetas porque ninguém queria trabalhar.
Quando os outros países desistiram do petróleo e procuraram energias alternativas, Portugal ficou sem dinheiro, sem bens, sem cultura, sem educação, sem património, poluído e com muitas doenças e mortes.
O presidente decidiu vender o país e fugiu com o dinheiro para o Brasil.

Século XXVII cidade de Alcochete

No século vinte e sete, na cidade de Alcochete, vivia o Sr. Roquete que vendia sabonetes.
A cidade de Alcochete tinha cheiro de esgotos, e havia muitas pessoas a comprar sabonetes na loja do Sr. Roquete.
Até que um dia, o Sr. Roquete tinha ficado rico com tantos sabonetes vendidos e comprou um prédio, um carro e um foguetão.
Mas, o ar da cidade de Alcochete tornou-se tão irrespirável que as pessoas passaram a usar mascaras de oxigénio e os animais também.
Mais tarde, o Sr. Roquete verificou que já não podia ver a televisão, saltou para o seu foguetão e viajou, foi parar a um planeta de ar fresco e leve.
Construiu uma cabana, semeou horta, plantou pomar e sentia-se muito feliz.
Até que viu um foguetão chegar, lá dentro estava um homem que tinha saído da cidade de Alcochete.
Então, começaram a vir muitas pessoas para esse planeta.
Um mês depois, iniciaram as escavações para alicerces, asfaltaram-se ruas, montaram-se esgotos. Começaram a deitar abaixo os primeiros limoeiros, construíram arranha-céus, transformaram os campos de ananases em fábricas e taparam-se com lixeiras quilómetros de manjericos.
Até que um dia, um chapéu de fumo entrou pelas janelas das casas e impediu o Sr. Roquete de ver televisão.
Depois ele foi de novo para o seu foguetão, acelerou e regressou à cidade de Alcochete.
Os automóveis tinham enferrujado, os prédios eram gigantes silenciosos e em cada chaminé havia um ninho de cegonhas.
Ele foi andado pelas ruas até ao rio que estava limpidamente azul e onde subia o livre perfume da maresia.

Um filho por encomenda

D. Malaquias era o mais avançado de todos os reis.
Logo de manhã, um robô entrava-lhe no quarto estendendo-lhe um tabuleiro com o pequeno-almoço.
Mal entrava na casa de banho, um duche automático disparava do tecto e uma mão automática esfregava-o de alto a baixo. Depois, parava a água, recolhia a mão e começava a soprar simultaneamente 300 jactos de ar quente. Ficava seco num instante.
Naquele Reino havia máquinas para fazer chuva, máquinas para fazer sol, máquinas que faziam vento e máquinas que faziam o nevoeiro.
Naquela monarquia só havia um problema o rei não escolhera rainha, não havia herdeiros. Nenhuma mulher lhe agradava.
Então, o rei reuniu os seus sábios e os engenheiros mais engenhosos e disse que queria uma máquina que produzisse um príncipe perfeito. Ao cabo dos mil dias, a máquina estava pronta.
Mais tarde, no primeiro segundo do primeiro minuto do dia 1 de Janeiro de 2321, foi retirada da máquina-mãe o príncipe prefeito.
D. Malaquias condecorou os seus sábios enquanto o pediatra entregava o bebé à nova máquina, que deveria criá-lo de acordo com a mais moderna tecnologia.
Depois, os progressos do príncipe ultrapassaram as expectativas.
Mais tarde, o menino adoeceu e levaram-no para o hospital.
Um dia, na hora da saída das visitas o príncipe agarrou no primeiro casaco que encontrou e pôs-se a vaguear pelos corredores e, depois pelas ruas.
No dia seguinte, encontraram-no num banco de jardim estava irreconhecível, por isso, não sabiam que era ele.
O jornal do Reino publicou logo uma notícia a dizer que o príncipe tinha desaparecido do hospital e também tinha uma notícia a dizer que estava um rapaz abandonado num banco de jardim.
Mais tard,e D. Malaquias viu a notícia do rapaz abandonado e mandou que lhe trouxessem o menino.
Trouxeram o menino até ao rei. O rei colocou-lhe algumas perguntas e descobriu que era ele o príncipe perfeito.
Ficou muito contente por encontrar o príncipe de novo.
Só que, o príncipe queria ter um nome como todas as pessoas tinham.
O rei deu-lhe o nome de Felício Máquina Malaquias.
Andreia Silva (6ºA 2009-10)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Planeta Azul? - Isabel Magalhães


Era uma vez, um Planeta Azul que um dia se transformou num planeta vermelho.
Foi procurar o Sol para saber a razão do seu problema. Mas o Sol não soube responder-lhe e sugeriu-lhe ir perguntar ao Vento.
O planeta decidiu perguntar ao Vento. Mas o vento disse que também não sabia responder-lhe.
O planeta pensou que a culpa não era das forças da natureza e então foi ter com os mares. Perguntou-lhe o que estava a acontecer. Os mares também não sabiam e disseram-lhe para perguntar aos peixes.
Então, o planeta foi perguntar aos peixes, mas os peixes não sabiam, e responderam-lhe que os seus filhos estavam a morrer aos cardumes.
Depois, foi perguntar às aves e estas disseram-lhe que os seus filhos também estavam a morrer aos bandos e não sabiam porquê.
Perguntou a umas abelhas, mas elas também não sabiam, e os seus filhos também estavam a morrer aos enxames.
Mais à frente, viu umas vacas e fez-lhes a mesma a mesma pergunta. As vacas disseram-lhe que também não sabiam e que os seus filhos estavam a morrer às manadas.
Ao lado, viu umas ovelhas, elas disseram-lhe a mesma coisa, que não sabiam e que os seus filhos estavam a morrer aos rebanhos.
Andou e encontrou uns lobos que lhe disseram que não sabiam de nada e os seus filhos estavam a morrer às alcateias.
Mais à frente, encontrou um cão, o planeta voltou a colocar-lhe a mesma pergunta. O cão aproximou-se dele e disse-lhe que os seus filhos também estavam a morrer às matilhas e que era melhor ele procurar essa resposta nos homens.
Então, assim o fez, encontrou um bombeiro perguntou-lhe e ele disse que era por causa dos incêndios.
Depois, viu um homem que recolhia o lixo e ele disse-lhe que a culpa era dos esgotos.
Encontrou uma cabeleireira e ela disse-lhe que era por causa dos sprays. Viu um engenheiro químico que lhe contou que era por causa dos produtos químicos.
O planeta ficou triste por não saber qual das ideias era a verdadeira.
Então, organizou todos os homens e contou-lhe o que se passava e todos disseram que era por causa da poluição.
Os homens decidiram que juntos podiam acabar com a poluição.
E foi mesmo isso que aconteceu, o planeta voltou a ficar azul outra vez e os meninos puderam ouvir outra vez histórias.

Andreia Silva e Wilson Ferreira (5º A 2008-09)